Sindserv realiza mobilização na ESF Santa Ângela e alerta para colapso no atendimento básico de saúde
Nesta terça-feira (27), o Sindicato realizou uma mobilização na Estratégia Saúde da Família (ESF) Santa Ângela para chamar a atenção das autoridades públicas e da população para a situação crítica da unidade, que há cerca de cinco anos funciona com quadro reduzido de servidores e no limite da capacidade de atendimento.
Atualmente, a ESF Santa Ângela atende uma demanda muito superior àquela prevista para seu funcionamento. De forma emergencial e sem reestruturação adequada, a unidade passou a absorver os bairros Vitória I, Vitória II, Vitória III, Vitória e Morumbi, que não pertencem ao território original da unidade. Como resultado, aproximadamente 60% das ruas atendidas e 60% dos atendimentos realizados hoje são de áreas não adscritas, o que gera desequilíbrio no atendimento e dificulta o acompanhamento adequado da população.
Na prática, essa sobrecarga se traduz em filas maiores, dificuldade de acesso, redução das ações preventivas e menor capacidade de acompanhamento contínuo das famílias, prejudicando tanto os usuários quanto os servidores da unidade
Para dar visibilidade permanente ao problema, o sindicato fixou um banner informativo na ESF, que será atualizado diariamente, indicando há quantos dias a unidade está funcionando com quadro reduzido e operando no limite. A ação busca tornar pública uma realidade que já se arrasta há anos.
Outro fator agravante é a defasagem no número de Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Esses profissionais são essenciais para visitas domiciliares, busca ativa e acompanhamento das famílias. A ausência de ACS’s, somada a usuários fora da área de abrangência, gera sobrecarga de trabalho, dificulta o cumprimento das funções previstas para a Atenção Básica e expõe os servidores ao risco de adoecimento ocupacional.
Além da mobilização, a unidade está promovendo um abaixo-assinado presencial, no qual a população pode comparecer ao local para apoiar a reivindicação por melhorias no atendimento. Paralelamente, moradores também organizaram um abaixo-assinado on-line, disponível Clicando aqui!!
O Sindicato reforça que essa situação contraria princípios básicos da Atenção Primária à Saúde. A legislação estabelece que cada equipe da Estratégia Saúde da Família deve atender um território definido e uma população limitada, justamente para garantir organização, prevenção, vínculo com a comunidade e continuidade do cuidado. Quando esses limites são ultrapassados, todo o funcionamento da rede básica é comprometido.
Diante do cenário, o Sindicato cobra da gestão municipal uma reorganização urgente da Atenção Primária, seja por meio da criação de uma nova unidade de saúde para atender os bairros hoje absorvidos de forma emergencial, seja com a formação imediata de uma nova equipe de Saúde da Família na ESF Santa Ângela, com número adequado de servidores e cobertura compatível com os parâmetros legais.
A mobilização reforça que garantir condições adequadas de trabalho aos servidores é essencial para assegurar atendimento digno, humano e eficiente à população.